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Lenin, arroz e ovos fritos

Um homem lembra suas memórias, memórias de um pais que sonhou com uma Utopia e se transformou em uma das ditaduras mais antigas do mundo. Esse homem lembra sua mãe combatente na Coluna Guerrilheira do Che Guevara e Camilo Cienfüegos. Ele lembra da escola, dos cantos revolucionários, do "Pátria ou Morte" de Fidel Castro. Esse homem lembra que não tinha carvão para cozinhar em casa, justo nos tempos da Queda do Muro de Berlim e esse homem, menino então, via sua mãe comunista, ex-gerente de uma livraria, que tinha lutado por aquele ideal, pegar a sua biblioteca pessoal e com os livros de Lênin cozinhar: "um prato de arroz e ovos fritos para mim e para meu filho", essa foi a fala da sua mãe, que depois de tantas décadas de sonhos e mentiras decidiu esquecer e morreu de Alzheimer. ´É sobre isto que fala LÊNIN, ARROZ E OVOS FRITOS, e fala também da ausência provocada pelas múmias de pensamento ou os pensamentos em múmias, fala de um povo zumbi, de mortos-vivos, de falsidades, porque o sonho acabou e enganaram não ao mundo, enganaram toda uma ilha e sua maldita circunstância de estar rodeada de águas por todas as partes. Com direção de Miguel Rubio do grupo peruano Yuyachkani, Luis Alonso-Aude quer fazer refletir sobre a dor e a alegria de ser cubano

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